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Luiza Silvestrini

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Bolsonaro e mais sete são réus e penas podem chegar a 43 anos

Pela primeira vez na história do Brasil, uma investigação por tentativa de golpe torna réus um ex-presidente e militares. Jair Bolsonaro e sete dos seus aliados mais próximos agora respondem a um processo penal que pode levá-los à prisão por até 43 anos. A decisão unânime foi proferida nesta quarta-feira pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os agora réus, há cinco oficiais das Forças Armadas – os ex-ministros e generais do Exército Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, o ex-comandante da Marinha e almirante de Esquadra Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens e tenente-coronel do Exército Mauro Cid –, além de Bolsonaro, do também ex-ministro Anderson Torres e do deputado federal e ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem. O Central Meio recebe o professor da FGV Direito Rio, Álvaro Jorge.

Fux e Moraes divergem em julgamento do golpe; Denúncia pode ser aceita hoje

O Supremo Tribunal Federal deve decidir hoje se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete. Ontem, o ministro Luiz Fux divergiu do relator Alexandre de Moraes e acolheu a preliminar que solicitava a análise do julgamento em Plenário. Mas os ministros formaram maioria para manter o julgamento na Primeira Turma. Também foi rejeitado o pedido de anulação da delação do tenente-coronel Mauro Cid, embora Fux tenha também apontado “fragilidades” no conteúdo. Hoje o Central Meio recebe o professor de Direito Penal da UERJ Davi Tangerino.

Começa o julgamento que pode tornar Bolsonaro réu por golpe de Estado

O Supremo Tribunal Federal começa hoje a decidir se aceita a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete. A tendência é que se tornem réus por organização criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito e golpe de Estado. Além de Bolsonaro, são acusados Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Almir Garnier, Mauro Cid, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem. A decisão deve ser tomada amanhã. O Central Meio recebe o jurista Rafael Mafei, professor de Direito USP e ESPM.

“O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula”, diz Gleisi sobre “Crédito do Trabalhador”

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais para divulgar um novo programa de crédito, que ela chamou de “empréstimo do Lula”. A medida, oficialmente chamada de “Crédito do Trabalhador”, estabelece alterações para a modalidade de empréstimo consignado. O modelo permite que até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória sejam utilizados como garantia. Isso reduz o risco de inadimplência e permite taxas menores. No vídeo, Gleisi afirma que a nova linha de crédito é uma alternativa para quem enfrenta dificuldades financeiras e usa frases de efeito como “apertou o orçamento? O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula”.

Lula aposta em segurança pública, religião, “prosperidade” e IR para atrair eleitor

Com a expectativa de aprovação no Congresso da isenção do IR para contribuintes que ganham até 5 mil reais por mês, o Governo mira numa mudança de discurso para atingir ainda mais o público de classe média, sem CLT. A Comunicação prevê o lançamento de uma marca para abarcar as iniciativas sociais do governo que tenham apelo entre empreendedores, jovens e evangélicos, o “Prospera Brasil”. O termo foi escolhido justamente para se conectar ao conceito da teologia da prosperidade, caro entre os evangélicos. Além disso, em agendas nesta semana, Lula adaptou o discurso: pediu a reza de um “Pai Nosso” ao lado de um líder religioso e afirmou que não vai permitir que “a república de ladrão de celular” assuste as pessoas nas ruas do país. O Central Meio de hoje recebe a jornalista e colunista do Meio, Ana Carolina Evangelista.

Lula sobre PEC da Segurança: governo não permitirá “República de ladrões de celular”

Com meses de atraso, o Congresso deve votar hoje o projeto de lei do Orçamento da União de 2025. O Central Meio recebe o cientista político e professor da UFMG, Bruno Wanderley Reis, que vai comentar a expectativa sobre essa aprovação e a série de negociações entre Executivo e Legislativo que levarão às eleições 2026. Como exemplo, o governo pretende enviar ao Congresso o texto da PEC da Segurança, numa tentativa de aumentar a participação da União nessa área. Ontem o presidente Lula defendeu a aprovação da PEC e disse que o Governo não pretende "permitir que a República de ladrões de celular comece a assustar as pessoas nas ruas desse país".

Aliados e oposição reagem à fuga de Eduardo Bolsonaro para os EUA; Nikolas diz: “Tragédia”

O anúncio do deputado federal Eduardo Bolsonaro de que vai se licenciar do mandato e morar nos Estados Unidos causou reações diversas entre aliados e oposição. Para o deputado federal Nikolas Ferreira, é uma "tragédia". A deputada federal Tabata Amaral publicou um meme com cartaz "Procura-se". No vídeo em que revelou o plano, Eduardo diz que o Brasil está em regime de exceção e que vai ficar nos EUA para buscar punições a “violadores de Direitos Humanos”. Caso a licença de Eduardo ultrapasse 120 dias, quem assume o cargo é um suplente, o Missionário José Olímpio. No Central de hoje, vamos discutir a estratégia contida nessa retirada de Eduardo Bolsonaro, depois de uma manifestação pela anistia esvaziada e a uma semana do julgamento que pode tornar o pai dele réu por golpe de estado. Depois falamos da estratégia de Nikolas. O mineiro reagiu a uma publicação no X do perfil Uniververso LGBTQIA+ sobre a cantora e atriz Linn da Quebrada. O post pedia que Deus “tirasse a depressão de Linn e jogasse em Nikolas”. O deputado respondeu com uma oração, sem mencionar as ocasiões em que disseminou transfobia na Câmara.

Governo mira empreendedores, jovens e evangélicos em lançamento de nova marca

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, está programando o lançamento de uma marca para abarcar as iniciativas sociais do governo que tenham apelo entre empreendedores, jovens e evangélicos. A informação é da coluna da Malu Gaspar, n’O Globo. O programa deve ser batizado de “Prospera Brasil” e a expectativa é que funcione para o Lula 3 como o Programa de Aceleração do Crescimento funcionou em mandatos anteriores. A ideia é que seja um “guarda-chuva” que sirva para identificar a prioridade da gestão. Além disso, o Governo confirma hoje a proposta de isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais por mês. Caso seja aprovada pelo Congresso, cerca de 10 milhões de pessoas deixarão de pagar, totalizando mais de 26 milhões de isentos. Para a renda entre 5 e 7 mil reais, haverá um desconto parcial regressivo, que vai caindo conforme a renda vai aumentando. O Central Meio de hoje recebe o gerente da Inciativa de Empregos e Oportunidades do J-PAL no Brasil, André Mancha e o produtor executivo do Meio, Ricardo Rangel. O programa aborda também “O Futuro do Trabalho”, novo documentário disponível no streaming do Meio, para assinantes premium.

Em ato esvaziado, Bolsonaro pede anistia para si mesmo

No ato em que a expectativa era reunir um milhão de pessoas para pedir a anistia aos golpistas de 8 de janeiro – e, por tabela, a dos líderes do movimento, incluindo Jair Bolsonaro – o ex-presidente discursou para pouco mais de 18 mil pessoas em Copacabana ontem. O número foi informado pelo Monitor do Debate Político do Meio Digital, parceria da USP com a ONG More in Common. A baixa adesão, porém, não impediu que o ex-presidente falasse por 40 minutos, afirmando que, “mesmo preso ou morto”, continuará sendo um “problema” para o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o ato, Bolsonaro reafirmou que será candidato à presidência em 2026, embora esteja inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, e se defendeu da acusação de golpe, da qual pode se tornar réu ainda neste mês.

Lula e a relação com Congresso; Bolsonaro e a manifestação; protestos na Argentina

Em busca de melhorar a aproximação do Executivo com o Congresso, Lula disse ontem que colocou “uma mulher bonita” nas Relações Institucionais para atingir o objetivo. A fala, criticada por apoiadores e opositores, revela o que, de fato, é um problema para o Governo. Sem o controle do orçamento, o Executivo perdeu o poder de barganha. E, vendo a popularidade do governo despencar, o centrão não está interessado em colaborar com a aprovação de pautas. Enquanto isso, a oposição se organiza. Uma manifestação pela anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado, convocada para domingo, integrou à pauta o “fora Lula”. Além da política nacional, para falar sobre os protestos na Argentina de Javier Milei, o Central Meio recebe a historiadora e jornalista Sylvia Colombo.

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