O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial brasileira, subiu 0,64% em março, segundo o IBGE. O indicador veio abaixo dos 1,23% de fevereiro, mas segue pressionado no acumulado de 12 meses, com 5,26% de avanço, acima dos 4,96% do mês anterior e acima do teto da meta do Banco Central, que é de 4,5%. Porém, o resultado ficou levemente abaixo da expectativa do mercado financeiro, de alta de 0,68%. O maior impacto na inflação veio do grupo Alimentação e bebidas, que acelerou para 1,09%, com destaque para os preços do ovo de galinha (19,4%), tomate (12,6%) e café moído (8,5%). No grupo dos Transportes houve avanço de 0,92%, puxados pela alta dos combustíveis (1,88%). Só a gasolina subiu 1,83%. Mesmo com a desaceleração em relação ao mês anterior, o IPCA-E, a versão acumulada do IPCA-15 no trimestre, fechou março em 1,99%, acima dos 1,46% registrados no mesmo período de 2024. Entre as regiões, Curitiba liderou a alta, com 1,12%, enquanto Fortaleza teve o menor avanço, de 0,34%. (Meio)