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As notícias mais importantes do dia, de graça

Caio Mello

Redator do Meio. Jornalista formado pela Cásper Líbero, onde foi coautor de um livro sobre ocupações urbanas do Centro de São Paulo para o Trabalho de Conclusão de Curso. Tem experiência em cobertura política e econômica, passando por redações e veículos de rádio, além de ser pós-graduando em Ciência Política.

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Desocupação sobe para 6,8%, mas número de pessoas com carteira assinada bate recorde

A taxa de desocupação subiu para 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgada pelo IBGE, registrando alta de 0,7 ponto percentual em relação ao período anterior. Apesar da piora recente, o indicador segue melhor do que há um ano, quando era de 7,8%. A população sem ocupação aumentou para 7,5 milhões de pessoas, uma alta de 10,4% no trimestre, enquanto a ocupada recuou para 102,7 milhões. A taxa de informalidade caiu para 38,1%. Um dos destaques positivos foi o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39,6 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012. Também foi recorde o rendimento médio habitual, que atingiu R$ 3.378, puxando a massa de rendimentos para R$ 342 bilhões, outro marco inédito. Apesar disso, houve aumento da taxa de subutilização, agora em 15,7%, com 18,3 milhões de pessoas nessa condição, e do número de desalentados, que chegou a 3,2 milhões. Na análise setorial, houve recuos no emprego nas áreas de construção, administração pública e serviços domésticos. Já na comparação anual, houve expansão na indústria, comércio, Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas e setor público, com destaque para aumentos salariais em setores como construção civil e trabalho doméstico. (Meio)

‘Prévia da inflação’ sobe 0,64% em março, puxada por alimentos

O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial brasileira, subiu 0,64% em março, segundo o IBGE. O indicador veio abaixo dos 1,23% de fevereiro, mas segue pressionado no acumulado de 12 meses, com 5,26% de avanço, acima dos 4,96% do mês anterior e acima do teto da meta do Banco Central, que é de 4,5%. Porém, o resultado ficou levemente abaixo da expectativa do mercado financeiro, de alta de 0,68%. O maior impacto na inflação veio do grupo Alimentação e bebidas, que acelerou para 1,09%, com destaque para os preços do ovo de galinha (19,4%), tomate (12,6%) e café moído (8,5%). No grupo dos Transportes houve avanço de 0,92%, puxados pela alta dos combustíveis (1,88%). Só a gasolina subiu 1,83%. Mesmo com a desaceleração em relação ao mês anterior, o IPCA-E, a versão acumulada do IPCA-15 no trimestre, fechou março em 1,99%, acima dos 1,46% registrados no mesmo período de 2024. Entre as regiões, Curitiba liderou a alta, com 1,12%, enquanto Fortaleza teve o menor avanço, de 0,34%. (Meio)

Uma História Sem Fim, mas com começo e Meio

“Nenhum período entregou tanto para o Brasil como a Nova República”, pontua em diversas ocasiões Pedro Doria, apresentador do documentário Democracia: Uma História sem Fim. Desde 1985, sobretudo com a promulgação da Constituição de 1988, o Brasil conseguiu incluir política e socialmente uma parcela muito grande da população.

“O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula”, diz Gleisi sobre “Crédito do Trabalhador”

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais para divulgar um novo programa de crédito, que ela chamou de “empréstimo do Lula”. A medida, oficialmente chamada de “Crédito do Trabalhador”, estabelece alterações para a modalidade de empréstimo consignado. O modelo permite que até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória sejam utilizados como garantia. Isso reduz o risco de inadimplência e permite taxas menores. No vídeo, Gleisi afirma que a nova linha de crédito é uma alternativa para quem enfrenta dificuldades financeiras e usa frases de efeito como “apertou o orçamento? O juro tá alto? Pega o empréstimo do Lula”.

Mercado financeiro volta a reduzir projeções para inflação, dólar e PIB

Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, o mercado financeiro voltou a ajustar para baixo as expectativas para os principais indicadores em 2025. A projeção para a inflação caiu levemente de 5,66% para 5,65%, mas subiu de 4,48% para 4,50%, o teto da meta de inflação, para o próximo ano. Enquanto isso, o câmbio passou de R$ 5,98 para R$ 5,95 no final do ano e voltou a ficar em R$ 6 para 2026. Já o PIB voltou a ter correção negativa, com previsão de crescimento reduzida de 1,99% para 1,98% em 2025 e deve crescer, segundo os analistas, 1,60% no ano seguinte. A taxa básica de juros, a Selic, foi a única projeção que ficou inalterada pela 11ª semana seguida. O mercado manteve a previsão em 15% ao ano para 2025 e 12,50% para 2026. (Meio)

Em ato esvaziado, Bolsonaro pede anistia para si mesmo

No ato em que a expectativa era reunir um milhão de pessoas para pedir a anistia aos golpistas de 8 de janeiro – e, por tabela, a dos líderes do movimento, incluindo Jair Bolsonaro – o ex-presidente discursou para pouco mais de 18 mil pessoas em Copacabana ontem. O número foi informado pelo Monitor do Debate Político do Meio Digital, parceria da USP com a ONG More in Common. A baixa adesão, porém, não impediu que o ex-presidente falasse por 40 minutos, afirmando que, “mesmo preso ou morto”, continuará sendo um “problema” para o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o ato, Bolsonaro reafirmou que será candidato à presidência em 2026, embora esteja inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, e se defendeu da acusação de golpe, da qual pode se tornar réu ainda neste mês.

Projeções para inflação, dólar e PIB caem em 2025, aponta Boletim Focus

Os economistas e agentes do mercado financeiro reduziram a projeção de inflação para 2025, mas elevaram a estimativa para os anos seguintes. A previsão para este ano caiu de 5,68% para 5,66%, segundo o Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira. Ainda assim, o índice segue bem acima do teto da meta, que é de 4,5%. Para 2026, a expectativa subiu de 4,40% para 4,48%. Além da inflação, a previsão de crescimento do PIB em 2025 caiu de 2,01% para 1,99%, refletindo a tese de desaceleração da economia brasileira no ano. Para 2026, a estimativa recuou de 1,70% para 1,60%. No câmbio, o mercado espera que o dólar feche 2025 a R$ 5,98, ante previsão anterior de R$ 5,99. Para 2026, a projeção foi mantida em R$ 6,00. Já a taxa Selic seguiu estável em 15% ao ano, expectativa mantida pelo mercado há dez semanas consecutivas. (Meio)

Desacelerar é a solução para recuperar a saúde mental na vida e no trabalho?

Paulo Pereira / Instituto Desacelera

Em 2024, o Dicionário Oxford definiu “brain rot”, algo como “cérebro podre”, como expressão do ano. Para a instituição, esse termo explica a degradação do estado mental ou intelectual de alguém, principalmente como resultado do consumo excessivo de conteúdos banais nas redes sociais. Além de afetar o senso crítico, as redes sociais estão frequentemente ligadas a problemas de saúde mental.

Vendas no varejo caem 0,1% janeiro e registram terceiro mês seguido de estabilidade

O comércio varejista brasileiro apresentou leve queda de 0,1% em janeiro com relação a dezembro, segundo o IBGE. Foi o terceiro mês seguido de estabilidade, com variações pequenas e próximas a zero. Na comparação com janeiro do ano passado, porém, o setor avançou 3,1%, mantendo uma sequência de vinte meses de crescimento nessa base de comparação. No recorte do mês, algumas áreas se saíram bem: as vendas de equipamentos de escritório e informática cresceram 5,3%, combustíveis subiram 1,2% e artigos de uso pessoal e doméstico tiveram alta de 0,7%. Em contrapartida, farmácias e perfumarias retraíram 3,4%, enquanto supermercados registraram uma leve baixa de 0,4%. Quando a comparação é anual, o destaque ficou com o setor de medicamentos e produtos de saúde, que cresceu 6,2%, seguido de móveis e eletrodomésticos (4,4%) e supermercados (2,8%). No comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, o resultado também foi positivo, com alta de 2,3% no mês e 2,2% no acumulado do ano. Os estados do Amapá (13,1%) e Tocantins (4,6%) tiveram os melhores desempenhos no mês, enquanto Sergipe (-3,9%) e Roraima (-3,5%) registraram quedas mais significativas. No acumulado de 12 meses, o varejo segue avançando, com crescimento de 4,7%, enquanto o varejo ampliado sobe 3,8%. (Meio)

Setor de serviços cai 0,2% em janeiro, com impacto dos transportes

O volume de serviços no Brasil caiu 0,2% em janeiro na comparação com dezembro, segundo o IBGE. O resultado interrompe a estabilidade registrada no mês anterior e reflete, principalmente, o recuo nos setores de transportes (-1,8%), serviços prestados às famílias (-2,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,5%). Apesar disso, as atividades de informação e comunicação e outros serviços avançaram 2,3% no período. Mesmo com a queda, os serviços ainda operam 15,9% acima do nível pré-pandemia, mas seguem 1,1% abaixo do pico histórico registrado em outubro de 2024. Na comparação com janeiro de 2024, o volume de serviços cresceu 1,6%, impulsionado pelo setor de informação e comunicação (7,5%), especialmente em serviços de tecnologia e telecomunicações. Já os transportes recuaram 0,6%, pressionados pela menor demanda por fretes rodoviários e transporte coletivo de passageiros. Em 17 das 27 unidades da federação houve retração no mês, sobretudo no Distrito Federal (-8,7%), Amazonas (-7,0%) e Pernambuco (-4,5%). São Paulo (0,9%), Rio de Janeiro (1,0%) e Santa Catarina (3,4%) foram os estados com crescimento que mais impactaram o índice. O turismo caiu 6,4% em janeiro, após um avanço de 3,1% em dezembro. O segmento continua acima do nível pré-pandemia, mas diminuiu o patamar de seu ápice, justamente de dezembro de 2024. (Meio)

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