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Meio Político

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Musk, Zuckerberg e o ‘primeiro-emendismo radical’

Fotos: Josh Edelson, Roberto Schmidt/AFP; Dominic Gwinn/Middle East Images

Em uma sociedade na qual o exercício da cidadania é intermediado por tecnologias digitais, decisões sobre tais tecnologias tomadas por empresas e instituições têm impacto frontal nos direitos humanos e na política democrática. A ideia de políticas digitais delimita o campo dentro do qual essas escolhas são feitas, debatidas, reguladas, analisadas e disputadas. Quando quase toda a comunicação política no globo já é feita pela internet, falar de políticas digitais é discutir a principal infraestrutura disponível para a participação política, liberdade de expressão e de associação e uma série de outros direitos.

O que há de novo (e velho) no populismo do século 21?

Torce-se o nariz para o populismo desde sempre. Já na Antiguidade, os primeiros filósofos que examinavam a recém-criada experiência democrática faziam questão de mostrar que, assim como a aristocracia poderia degenerar em oligarquia, a democracia, que a tantos entusiasmava, podia também se corromper como populismo. Ou, em bom grego, demagogia.

O papa e a política

Foto: Filippo Monteforte/AFP

Na cabeça do papa Francisco, o mundo se divide entre povo e antipovo. Justamente por estar incondicionalmente ao lado da população mais pobre, em oposição às elites ilustradas que se amparam no secularismo, o legado da atuação política do argentino Jorge Mario Bergoglio no Vaticano pode deixar a desejar. A análise é do historiador italiano Loris Zanatta, professor de História das Américas no curso de Ciências Políticas da Universidade de Bologna, que analisa o papado de Francisco em seu mais novo livro, Bergoglio — Una Biografia Política (editorial Laterza, importado, ainda sem previsão de lançamento no Brasil).

‘Ainda Estou Aqui’ e as direitas em cena no Brasil de hoje

O filme Ainda Estou Aqui rompeu várias barreiras de diálogos interditados sobre democracia e política no Brasil, faturou quase R$ 105 milhões de bilheteria no Brasil e levou de volta milhares de jovens aos cinemas para assistir a uma produção nacional sobre um período autoritário no país que nenhum deles viveu. Trouxe um Oscar inédito para o país e foi celebrado pelos quatros cantos como se fosse uma Copa do Mundo. Fala sobre humanidade, sobre resistência, sobre a força de uma mãe e sobre uma família. Foi celebrado por todos, ou quase todos. Muitos políticos e parlamentares da direita brasileira, seja ela extrema ou não, ironizaram, criticaram e ignoraram o filme.

O imperialismo trumpista e a reconfiguração da política brasileira

O mundo vive um novo ciclo histórico de retração da globalização, e com ele ressurgem formas de dominação que pareciam superadas. O trumpismo, mais do que um fenômeno político interno dos Estados Unidos, emerge como um projeto imperialista de reordenação do sistema internacional, retomando, sob novas roupagens, o velho princípio da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto. Ele se articula em torno de três frentes principais: a econômica, que emprega tarifas punitivas para fechar seu mercado e ao mesmo tempo obrigar os países mais fracos a abrir os deles; a ideológica, pela captura das redes sociais como instrumentos de propaganda da extrema direita, seja fascista, reacionária ou libertariana; e a política, pelo cerco a instituições e lideranças que resistam à nova ordem imposta dentro e fora dos EUA.

A era de contrarreforma da China

Setenta e cinco anos atrás, em 1º de outubro de 1949, o presidente do Partido Comunista Chinês (PCC), Mao Zedong, ficou diante de um conjunto de microfones na varanda da Porta da Paz Celestial, com vista para a Praça da Paz Celestial em Pequim, e proclamou o nascimento da República Popular da China (RPC).

O apelo do vitalismo afirmativo

Foto: Rebecca Noble/Getty Images via AFP

Em seu discurso de posse, em 20 de janeiro de 2025, o presidente Donald Trump delineou uma agenda prioritária para seu segundo mandato, destacando objetivos como restaurar a soberania e a segurança nacional, priorizar os interesses americanos, a prosperidade e a liberdade, reformar o sistema educacional, combater a inflação e a dependência energética, além de promover a unidade e o orgulho nacional. Nada mais distante do discurso de posse de Joe Biden, quatro anos antes, que falava em reconciliação nacional e na reinserção dos Estados Unidos como líder global em pautas como meio ambiente, paz, democracia e cooperação.

A popularidade de Lula, a mensagem e o mensageiro

Foto: José Cruz / Agência Brasil

O mês de janeiro foi quente para a esquerda tradicional brasileira, para o PT e para o governo, estremecidos com a divulgação de uma pesquisa Quaest/Genial que mostrou um tombo significativo da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na comparação com o mês anterior, foram cinco pontos de queda na aprovação do trabalho do presidente e, pela primeira vez, o número de pessoas que desaprovam o governo (49%) foi maior que as que aprovam (47%). Desde então, muita gente tratou dessa deterioração que, de certo modo, desestabilizou o humor do governo e do presidente, mas quero trazer aqui outros elementos.

Trump, Lula e os riscos de uma crise bilateral

Quase uma semana após a posse de Donald Trump, as peças do novo governo em Washington terminam de se encaixar. Vista do Brasil, a imagem que se forma é inquietante. Estamos longe de ser uma prioridade aos novos donos do poder nos EUA, mas, seja nas esferas política, comercial ou do meio ambiente, os objetivos no horizonte do governo Trump 2 se chocam diretamente com interesses estratégicos brasileiros e, mais ainda, com a atual política externa Lula. Ao mesmo tempo, dinâmicas no nível doméstico podem incentivar figuras, em Washington e Brasília, a ver no antagonismo uma forma de obter dividendos políticos com setores de sua própria base. O espaço para o pragmatismo, com foco nos interesses em comum, parece reduzido.

Um balanço preliminar do conflito Israel-Hamas

Foto: Omar Al-Qattaar/AFP

Balanços sobre processos históricos são sempre temporários. Mais ainda em relação a uma situação fluida, como o atual acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas. Dentro destes limites, finalizada uma fase do conflito iniciado no dia 7 de outubro de 2023, podemos fazer uma avaliação de suas consequências até o momento.

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